quinta-feira, 7 de junho de 2012

Exibições 2012: PROGRAMAÇÃO DE JUNHO

"A CAIXA DE PANDORA"




Sinopse: Lulu é uma cantora assediada por homens e mulheres. Ela acaba se casando com um rico empresário que comete suicídio no dia de seu casamento. Para fugir da justiça, ela aceita ajuda do filho e da filha do empresário que acabam por envolvê-la em trágicos acontecimentos.
País: Alemanha
Diretor: Georg Wihelm Pabst
Ano: 1929

DATA DE EXIBIÇÃO: 16/06 (SÁBADO)
Local: Complexo de Comunicação Social da Faculdade Integrada Tiradentes, Fits (bloco lá do fundo)
ENTRADA FRANCA
Hora: 14h 30 min.

domingo, 6 de maio de 2012

Exibições 2012: PROGRAMAÇÃO DE MAIO

"MAL DOS TRÓPICOS"




Sinopse: Keng é um soldado que viaja para o interior numa missão com seu batalhão. Na viagem conhece Tong, com que passa a ter relações intimas. Certo dia, a presença de um tigre ameaça os moradores da vila e Keng decide caçá-lo.
País: Tailândia
Diretor: Apichatpong Weerasethakul
Ano: 2004

DATA DE EXIBIÇÃO: 19/05 (SÁBADO)
Local: Complexo de Comunicação Social da Faculdade Integrada Tiradentes, Fits (bloco lá do fundo)
ENTRADA FRANCA
Hora: 14h 30 min.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Exibições 2012: PROGRAMAÇÃO DE ABRIL

"NARCISO NEGRO"



Sinopse: Guiadas por uma madre superiora, cinco freiras tentam fundar uma escola no Himalaia, lutando contra incertezas e desejos proibidos.
País: Inglaterra
Diretor: Michael Powell, Emeric Pressburguer
Ano: 1947


DATA DE EXIBIÇÃO: 14/04 (SÁBADO)
Local: Complexo de Comunicação da Faculdade Integrada Tiradentes, Fits (último bloco)
ENTRADA FRANCA
HORA: 14h30min.


"A CARTA QUE NÃO SE ENVIOU"



Sinopse: Um grupo de geólogos viaja para a Sibéria à procura de uma mina de diamantes. Em meio à busca e à exaustão, eles são atingidos por uma terrível catástrofe natural.
País: Rússia
Diretor: Mikhail Kalatozov
Ano: 1959

DATA DE EXIBIÇÃO: 28/04 (SÁBADO)
Local: Complexo de Comunicação da Faculdade Integrada Tiradentes, Fits (último bloco)
ENTRADA FRANCA
HORA:14h30min.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Exibições 2012: PROGRAMAÇÃO DE MARÇO

"PAI E FILHA"


Sinopse: Preocupado com sua filha Noriko, que já está em idade de casar mas só pensa em cuidar do pai, o viúvo Somiya finge estar se casando novamente para que a filha siga seu destino.
País: Japão
Diretor: Yasujiro Ozu
Ano: 1949

DATA DE EXIBIÇÃO: 17/03 (SÁBADO)
Local: Complexo de Comunicação da Faculdade Integrada Tiradentes, Fits (último bloco)
ENTRADA FRANCA
HORA: 14:30

"KAOS"


Sinopse: Cinco histórias sicilianas do século XIX, baseadas na obra de Luigi Pirandello. Em "O Outro Filho", uma mãe busca notícias dos dois filhos que moram nos EUA, mas ignora o terceiro, com quem vive. Em "O Mal da Lua", uma mulher preocupa-se com os efeitos que a lua cheia provoca em seu marido. Em "O Vaso", um ganancioso fazendeiro contrata um artesão para reparar seu imenso tonel de azeite. Em "Réquiem", camponeses lutam pelo direito de enterrar seus mortos no cemitério local. Já em "Colóquio com a Mãe", um escritor retorna à casa de sua infância e encontra o fantasma de sua mãe.
País: Itália
Diretor Paolo Taviani, Vittorio Taviani
Ano: 1984

DATA DE EXIBIÇÃO: 31/03 (SÁBADO)
Local: Complexo de Comunicação da Faculdade Integrada Tiradentes, Fits (último bloco)
ENTRADA FRANCA
HORA: 14:30

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Próxima Exibição: O Ciclo - 03/12/2011


O FILME:
Vencedor do Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival de Veneza, mas censurado no Vietnã,  seu próprio país. O diretor Anh Hung Tran ganhou o direito de filmar nas ruas da cidade de Ho Chi Minh por conta do sucesso de seu filme anterior, O Cheiro da Papaya Verde, que produzira resultados que em nada afetavam o governo do país, seguindo um estilo contemplativo e inocente. Os dois filmes citados, e mais um posterior, seriam nomeados pela crítica como Trilogia do Vietnã. O Ciclo segue a linha mais radical da "trilogia", realçando a estética em contraste com a pobreza do país asiático. O diretor segue uma narrativa "contemplativa" pra exibir uma história cheia de personagens que se cruzam, criando um ambiente complexo e realista; ao mesmo tempo, busca exibir o Vietnã ainda arcaico inserido num mundo globalizado. É nessa contradição entre o moderno e o tradicional que O Ciclo exibe um país marcado pela cultura ocidental, mas em condições típicas do subdesenvolvimento.

O DIRETOR:
Anh Hung Tran nasceu no Vietnã, mas mudou-se para a França ainda pequeno, com seus pais. Formou-se em Publicidade, mas logo encarou a carreira de cineasta. Seu primeiro filme, O Cheiro da Papaya Verde, foi bem recebido pela crítica, garantindo a ele participações em festivais e uma indicação ao Oscar. O sucesso de seu primeiro filme deu ao diretor a permissão do governo para filmar nas ruas do Vietnã (seu primeiro filme foi todo filmado em estúdio). O polêmico O Ciclo venceu diversos festivais, mas foi censurado pelo governo do país, (repetitivo) . Depois de tal fato, Anh Hung Tran não voltaria a ter a mesma relação com o governo de seu país. Permance ativo no cinema asiático e vive um casamento com a atriz Tran Nu Yên-Khê com quem trabalhou em seus três primeiros filmes.

Sinopse: Um jovem condutor de riquixá tem sua bicicleta furtada e fica endividado com a mulher que a alugava. Ela o manda para Poet, um gângster e cafetão que, por sua vez, o faz cometer atos de vandalismo e pequenos furtos para saldar sua dívida. Ele não sabe que Poet também persuadiu sua irmã a trabalhar como prostituta, atendendo clientes ricos que pagam em dólares americanos. Os dois irmãos são levados à corrupção sob o controle do mesmo homem.
País: Vietnã
Ano: 1995

DATA DE EXIBIÇÃO: 03/12 (SÁBADO)
LOCAL: Complexo de Comunicação da Faculdade Integrada Tiradentes, Fits (último bloco)
ENTRADA FRANCA
HORA: 15:00

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Próxima Exibição: O Homem que Virou Suco - 12/11/11



O FILME:
Produzido em 1981, ainda sob o governo militar, o filme de João Batista de Andrade é uma ode aventureira, nada convencional, sobre a migração nordestina para a maior cidade do país. Longe de buscar um dramalhão social, o filme surpreende com seu humor e ironia, destacando pontos importantes da luta social no Brasil. As greves dos metalúrgicos do ABC, a precária situação dos migrantes que chegam em São Paulo e a violência policial dão o tom de toda a trama. Seu grande diferencial está no personagem central, que vai a São Paulo não pra ganhar a vida como operário, mas como poeta. O filme foi vencendor de vários prêmios no Brasil e no exterior, tendo vencido o Festival de Moscou. Vale sempre destacar a ótima atuação de José Dumont e a trilha-sonora de Vital Farias.

O DIRETOR:
Escritor, roteirista, cineasta e ativista político, João Batista de Andrade começou sua carreira cinematográfica fazendo parte do “Grupo Kuatro”. Seus filmes sempre dão ênfase  às lutas políticas e sociais brasileiras. Entre seus filmes destacam-se Doramundo (1978), O País dos Tenentes (1987) e O Tronco (1998). Permance ainda ativo no cinema brasileiro.

Sinopse: Deraldo (José Dumont) é um poeta popular nordestino recém-chegado a São Paulo, que sobrevive de suas poesias e folhetos. Ele é confundido com um operário de uma multinacional que matou o patrão na festa em que recebia o título de operário símbolo.
País: Brasil
Diretor: João Batista de Andrade
Ano: 1981
Elenco: José Dumont, Aldo Bueno, Rafael de Carvalho, Ruthinéa de Moraes, Denoy de Oliveira, Dominguinhos, Ruth Escobar, Vital Farias



DATA DE EXIBIÇÃO: 12/11 (SÁBADO)
LOCAL: Complexo de Comunicação da Faculdade Integrada Tiradentes, Fits (último bloco)
ENTRADA FRANCA
HORA: 14:30

Mapa da Faculdade Integrada Tiradentes (Fits):

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MOSTRA: As Mulheres de Fassbinder

O cinema de Fassbinder  tem alma!  A alma do próprio artista, Fassbinder, e a alma de toda uma nação, a Alemanha!


Cena de "Bolwieser", filme que abrirá a Mostra.
Fassbinder e a atriz Rosel Zech no filme "Veronika Vöss".

Enfant terrible do cinema alemão, homossexual assumido, Rainer Werner Fassbinder carrega para suas obras, segundo ele mesmo, uma sensação de deslocamento que beira o desespero e o isolamento completo. Não cai, porém, no clichê do cineasta gay; suas obras nunca tiveram os temas focados na homossexualidade, embora possuam, como ele já afirmou, uma “sensibilidade homossexual”.

Máscaras são levantadas por seus complexos personagens que parecem não ter lugar para assumir suas verdadeiras identidades. Foram tantas as jornadas que Fassbinder promoveu no decorrer de seus mais de 40 filmes, construídos ao longo de curtos 14 anos de carreira. Ele filmava o equivalente a uma obra a cada 100 dias!

Gênio criativo, produzia com fervor e espontaneidade. Era grande fã do alemão radicado nos Estados Unidos, Douglas Sirk, um papa do melodrama dos anos 50. Observando e subvertendo o “grande mestre”, desenvolveu um estilo  atrevido, debochado, elegante e inteligentíssimo. Decidiu pela amenização do sentimentalismo e uma estilização mais fria do gênero melodramático; o seu propósito, segundo suas próprias palavras, era o de criar filmes “como os de Hollywood, porém sem a hipocrisia”.

Cena de "Maria Braun", o mais premiado filme do diretor.
Fassbinder nunca foi uma unanimidade enquanto estava vivo, e talvez depois de sua morte também não. Faleceu aos 36 anos por uma overdose de cocaína, ainda hoje questionada enquanto suicídio. Fassbinder filmou seu país exaustivamente, abordando culturalmente, socialmente, geograficamente, e mesmo psicanaliticamente. Ele deitou a Alemanha em um divã e extraiu, através de sua análise, obras que até hoje os críticos consideram importantíssimas para a compreensão da sociedade alemã do pré e pós II Guerra. Fassbinder também tentava encontrar sua identidade, ou afirmá-la.  Mantinha relações explosivas e pessoais com seus atores, muitos deles  sendo seus amantes na vida fora das telas, e alguns deles ainda, levados à loucura pelo turbilhão do homem que não descansava. Assistir aos filmes do diretor é quase assistir uma biografia, com personagens reais.

Fassbinder adorava espelhos, amava os reflexos, e seus personagens eram os reflexos perfeitos para seus temas, para a Alemanha e para o próprio Fassbinder.

Cena de "Lola", último filme da Trilogia das Mulheres.
Nesta mostra realizada entre o Cineclube Projeção e Cine Ideário, exibiremos quatro filmes do genial realizador alemão, buscando paralelos em sua obra. Os quatro filmes que serão exibidos situam-se em quatro momentos diferentes da Alemanha do século XX, partindo da conturbada República de Weimar aos delírios do plano Marshal nos anos 50. Em meio a isto, tem espaço a história de 4 mulheres, vivendo em momentos distintos, com seus dramas pessoais que muito se ligam à própria condição da Alemanha. Não são, no entanto, um retorno a um momento histórico, mas sim, uma visão dura e crítica do diretor sobre a sociedade do momento da própria realização dos filmes. Estamos falando da Alemanha dos anos 70 e 80, momento de conservadores no poder, de “terroristas”, de movimentos de esquerda nas ruas. A Alemanha encontra-se dividida sob, de um lado, um modelo de doutrina comunista e, de outro, sob o julgo do capital internacional. É partindo dessa realidade que Fassbinder exibe o drama dos carros motores da economia alemã do pós-guerra: As mulheres.

Nunca um reflexo foi tão belo e cruel.

Informações das Sessões:
Dia 13 (quinta-feira) - "Bolwieser" (1977), 18:30h, no Ideário.
Dia 15 (sábado) - "O Casamento de Maria Braun" (1979), 18h, no sebo Dialética.
Dia 20 (quinta-feira) - " O Desespero de Veronika Voss" (1982), 18:30h, no Ideário.
Dia 22 (sábado) - "Lola" (1981),18h, no sebo Dialética.

ENTRADA FRANCA!




Endereço:
Cine Ideário: Rua Gerson Wanderley, 410, Cruz das Almas
Sebo Dialética: Rua do Uruguai, nº 110, Jaraguá (próximo ao Emilia Clark na rua da Capitania dos Portos).